Sunday, June 7, 2009
Lidar com a Diferença
Abri os olhos, estava sentada numa pequena cadeira…
Mexi-me, e estava toda dorida. Vi a minha mãe que se aproximava , com um sorriso exterior.
Tentei levantar.me mas ela não deixou, segurou-me na mão e disse:
-Tens de descançar…
Parecia tudo tão estranho..Qando me virei, e vi no espelho um peqeno anjo, esse anjo era eu.
Gritei, Gritei tão alto que parecia sufocar o meu proprio sofrimento. A minha mãe pareia ter paralisado e a sua lágrima congelou. Disse baixinho:
- Desculpa!
Abraçou.me e deu-me um beijo e foi.se embora. Deixou-me ali sentada como se fosse um pássaro com a esperança de um dia voltar a voar, mas eu ali com a esperança de um dia voltar a sorrir.
Levantei-me segui por onde os meus passos me levavam. Encontrei-me á frente do espelho da sala. Vi-me. Lidei comigo propria. Estava sem cabelo, estava com cancro, e nunca me defeniram o meu tempo de vida..
O tempo corria…
A minha vida parava lentamente…
Acordei e a casa estava vazia, levantei.me e saí com toda a coragem de enfrentar o mundo.
A multidão via-se apressada. Eu era a única que estava parada.. Talvez porque nesse momento eu aceitei-me difrente e a vida passou-me ao lado.
Planeta Terra
Catarina Miranda
Rua da Bolacha, 145. 7 de Junho de 2009
Caros amigos(as).
Responderemos a algumas questões de momento. Como preservar o nosso Planeta?
Como sabem, existem problemas na nossa sociedade, pequenas coisas com que destruímos o nosso Planeta Terra. A poluição é de momento a maior causa de destruíção do nosso Planeta, e com pequenos gestos podemos ter uma vida melhor, podemos ter um ar com que se possa respirar livremente, um Planeta saudavel. Mas, para isso precisamos de colaborar todos..
Com os melhores Cumprimentos.
PS: A vida está nas nossas maõs.
Catarina Miranda
Sunday, May 3, 2009
“…Olhava em seu redor com um olhar penetrante, como se visse através das coisas, do mundo. E talvez fosse o que ele queria…” in”Lágrimas Coloridas”, Ana Macedo
“… O seu pai jogava, e até aos sete ou oito anos ele perdera tudo.” in”Lágrimas Coloridas”, Ana Macedo
“… A Inês… ela…, sinto muito, morreu esta manhã. Foi homicídio…” in”Lágrimas Coloridas”, Ana Macedo
“… Os seus olhos deixavam de ser verdes e confundiam-se com o preto da sua dor…” in”Lágrimas Coloridas”, Ana Macedo
“…A imagens de Inês que guardava bem no fundo da sua memória, do seu coração, subiam, lentamente, à tona da sua memória…” in”Lágrimas Coloridas”, Ana Macedo
Wednesday, March 11, 2009
Se tanta pena tenho merecida
Em pago de sofrer tantas durezas,
Provai, Senhora, em mim vossas cruezas,
Que aqui tendes u~a alma oferecida.
Nela experimentai, se sois servida,
Desprezos, desfavores e asperezas,
Que mores sofrimentos e firmezas
Sustentarei na guerra desta vida.
Mas contra vosso olhos quais serão?
Forçado é que tudo se lhe renda,
Mas porei por escudo o coração.
Porque, em tão dura e áspera contenda,
ƒÉ bem que, pois não acho defensão,
Com me meter nas lanças me defenda.
Thursday, March 5, 2009
LIVRO
“E desapareceu no tempo de um sorriso, desapareceu tão depressa como o sorriso que não tinha nos lábios”
Lágrimas Coloridas- Ana Macedo


Wednesday, February 25, 2009
Auto Da Barca Do Inferno.
A peça inicia-se num porto imaginário, onde se encontram as duas barcas, a Barca do Inferno, cuja tripulação é o Diabo e o seu Companheiro, e a Barca da Glória, tendo como tripulação um Anjo na proa.
Apresentam-se a julgamento as seguintes personagens:
- um Fidalgo, D. Anrique;
- um Onzeneiro (homem que vivia de emprestar dinheiro a juros muito elevados naquela época, um agiota);
- umSapateiro de nome Joanantão, que parece ser abastado, talvez dono de oficina;
- Joane, um Parvo, tolo, vivia simples e inconscientemente;
- um Frade cortesão, Frei Babriel, com a sua “dama” Florença;
- Brízida Vaz, uma alcoviteira;
- um Judeuusurário chamado Semifará;
- um Corregedor e um Procurador, altos funcionários da Justiça;
- um Enforcado;
- quatro Cavaleiros que morreram a combater pela fé.
Cada personagem discute com o Diabo e com o Anjo para qual das barcas entrará. No final, só os Quatro Cavaleiros e o Parvo entram na Barca da Glória (embora este último permaneça toda a acção no cais, numa espécie de Purgatório), todos os outros rumam ao Inferno. O Parvo fica no cais, o que nos transmite a ideia de que era uma pessoa bastante simples e humilde, mas que havia pecado. O principal objectivo pelo qual fica no cais é para animar a cena e ajudar o Anjo a julgar as restantes personagens, é como que uma 2ª voz de Gil Vicente.A presença ou ausência do Parvo no Purgatório aquando do fim da peça acaba por ser pouco explícita, uma vez que esta acaba com a entrada dos Cavaleiros na barca do Anjo sem que existissem quaisquer outros comentários do Anjo ou do Parvo sobre o seu destino final.
- Fidalgo: manto e pajem que transporta uma cadeira de espaldas. Estes elementos simbolizam a opressão dos mais fracos, a tirania e a presunção.
- Onzeneiro: bolsão. Este elemento simboliza o apego ao dinheiro, a ambição , a ganância e a usura).
- Sapateiro: avental e moldes. Estes elementos simbolizam a exploração interesseira, da classe burguesa comercial.
- Parvo: representa simbolicamente, os menos afortunados de inteligencia.
- Frade: Moça, espada, escudo e capacete. Estes elementos representam a vida mundana do Clero, e a dissolução dos seus costumes.
- Alcoviteira: moças e os cofres. Estes elementos representam a exploração interesseira dos outros, para seu próprio lucro.
- Judeu: bode. Este elemento simboliza a rejeição a fé cristã.
- Corregedor e Procurador: processos, vara da Justiça e livros. Estes elementos simbolizam a magistratura.
- Enforcado: Acredita ter o perdão garantido. Seu julgamento terreno e posterior condenação à morte o teriam redimido de seus pecados, mas é condenado igual aos outros. Ele carrega a mesma corda com que fora enforcado.
- Quatro Cavaleiros: cruz de Cristo simboliza a fé dos cavaleiros pela religião católica.
